Eficiência alimentar: testes 2015 com animais da raça Nelore são iniciados no Centro Bovinos de Corte do IZ

Para fomentar o uso de animais mais eficientes, assegurando o uso sustentável dos recursos e reduzir o impacto negativo da atividade, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), iniciará os testes de eficiência alimentar com bovinos da raça Nelore no Centro Avançado de Pesquisa em Bovinos de Corte do IZ.
Nelore alimentando em cocho eletrônico no Centro Bovinos de Corte do IZ

Eficiência alimentar: testes 2015 com animais da raça Nelore são iniciados no Centro Bovinos de Corte do IZ

Para fomentar o uso de animais mais eficientes, assegurando o uso sustentável dos recursos e reduzir o impacto negativo da atividade, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), iniciará os testes de eficiência alimentar com bovinos da raça Nelore no Centro Avançado de Pesquisa em Bovinos de Corte do IZ. Maria Eugênia Mercadante, pesquisadora do IZ, afirma que é de suma importância econômica para a cadeia de produção de carne aumentar o conhecimento sobre a eficiência alimentar em bovinos da raça Nelore. Desta forma, o IZ inovou novamente.

No início de junho foi implantado o sistema INTERGADO, que registra eletronicamente o consumo de alimento e comportamento ingestivo dos animais diariamente – 24 horas por dia. Nas últimas duas décadas, a medida de eficiência alimentar que vem sendo mais estudada em bovinos de corte no mundo é o Consumo Alimentar Residual (CAR). “É calculado como a diferença entre o consumo de matéria seca observado e esperado do animal, predito pela equação de regressão do consumo de matéria seca individual em função do peso corporal metabólico e do ganho médio diário”, explica Maria Eugênia.

Animais mais eficientes apresentam baixo CAR e consomem menos alimentos que o esperado para mantença e produção, ao contrário dos menos eficientes que tem alto CAR e consumo observado maior que o esperado. A seleção de animais baixo CAR, de acordo com Maria Eugênia, tem o potencial de reduzir significativamente os custos de alimentação na produção de carne e “o menor consumo pode resultar em menor produção de metano entérico”.

Campo – Atualmente, estão sendo avaliados 72 machos Nelore do rebanho controle e seleção, nascidos em novembro de 2014, em teste de desempenho pós-desmama, e permanecerão em teste por 98 dias para cálculo do CAR e identificação dos animais mais eficientes. A pesquisadora detalha que o consumo de matéria seca diária individual será obtido pelo sistema INTERGADO e o registro de peso será realizado a cada 14 dias. “Os animais serão classificados em baixo ( média – 0,5 DP), médio (± 0,5 DP da média) e CAR alto (> média + 0,5 DP).”

Ao mesmo tempo, estão sendo avaliados 60 machos Nelore do rebanho tradicional, em teste de desempenho pós-desmama no GrowSafe Systems e também serão classificados quanto ao CAR. Considerando o tamanho do rebanho nacional explorado para produção de carne e a contribuição da raça Nelore nessa atividade, o Secretário Arnaldo Jardim enfatiza que as pesquisas desenvolvidas pela Secretaria de Agricultura, por meio do Instituto de Zootecnia, “visam aumentar o conhecimento sobre a eficiência da utilização de alimentos e o uso de características de eficiência alimentar na seleção de bovinos de corte no Brasil”.

Por Lisley Silvério Assessoria de Imprensa Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

Instituto de Zootecnia(19) 3466-9434 lisley@iz.sp.gov.br

Matéria completa em: http://www.iz.sp.gov.br/noticia.php?id=1035

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